Dão-nos música mas o galo não canta...e Portugal vai mudando de cor!
segunda-feira, 10 de junho de 2013
domingo, 2 de junho de 2013
Formas da natureza
que nos
propiciam uma forma calma de tirar partido da natureza. Uma forma de passear o fim-de-semana
se o que se procura é cortar com a rotina de uma semana de trabalho, fugir ao
trânsito, ao aglomerado de gente, às construções urbanas, ao ar saturado, ao
ruído…e encontramos! O som do silêncio, o ar só nosso, uma paisagem para
descobrir a pé, com uma merendinha às costas para depois fazer um piquenique.
É de fácil
acesso (a estrada é boa), perto o suficiente de centros urbanos para não
constituir entrave à deslocação mas (também) suficientemente isoladas para que
se mantenha a sua preservação e autenticidade. Mantém-se (ainda) uma harmonia
perfeita com as povoações (felizmente tão rurais) ao redor. Os animais que regressam
do pasto, os cheiros da terra, as mulheres da aldeia (algumas ainda trajadas de
preto e com o “lenço” à cabeça) que se encontram no largo para pôr a conversa
em dia, ou simplesmente estar ao sol…uma última geração! Com elas e com eles (a
tradicional boina, a pele sulcada pelo sol, a enxada ao ombro) termina uma
forma de vida. Daqui a nada, os próximos avós que encontraremos num passeio de
fim de semana, em povoações rurais como esta (?), andarão de boné invertido,
com a inscrição NY, com os braços e as cinturas tatuadas, piercings nas orelhas
e nariz, roupa da bershka e da Zara, calças de ganga rotas, não gastas pelo
trabalho mas porque é moda… espero é que sustidas no lugar certo!
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Coimbra de
outrora, Coimbra de agora.
…hoje,
passeio Coimbra e vejo, com agrado, que se vai tentando recuperar. As casas vão
sendo reabilitadas, há espaços com vida, há harmoniosas conjugações entre o
antigo e o moderno. Há beleza. Há vontade de subir e descer ruas. Fico contente
por me ter (re) conciliado com uma paisagem que noutros tempos não me era
bela…. no entanto, há que cuidar dela e isso cabe-nos a todos nós. Se nem todos
podem construir e reconstruir, todos podemos não destruir…mas isso é
outra história!
domingo, 19 de maio de 2013
QUINTA DA BOIÇA
A poucos km de Coimbra. Penela. Uma localidade já por si só de uma beleza singular. Umas voltas de carro, uma placa que sinaliza um hotel. Novo. A descobrir. Duecitania. Recuperado a partir de uma antiga fábrica de papel. Mais umas voltas de carro e, por mero acaso, vemos, entre folhagem, o que parece ser uma casa grande...à medida que nos aproximamos apercebemo-nos que a casa não é só grande por ser maior que as outras, é grande no sentido da grandeza! Emociona. A casa, os anexos, as árvores, as terras...a historia...que desconhecemos mas que já apoderámos como nossa! É um apelo indescritível! Apesar do estado de degradação este lugar prende, provoca nostalgia relativamente a acontecimentos que não vivemos, tristeza por ver o abandono e saudade...saudade porque se antevê uma morte anunciada. Entramos e ficamos tocados, e chocados, por ver que o interior está ferido, não só pelo desgaste do tempo mas pelas infelizes intervenções de recuperação (!?). Este lugar sangra e, de nós, soltam-se emoções...Não é nosso, mas queremo-lo como se fora nosso. Dá-nos gana de lutar por ele...
Num curto espaço de tempo, e num espaço curto, temos um hotel novo (recuperado) e uma quinta "esquecida". Contrastes! Mas há mais. A distância curta temos uma outra obra nova. A A13, imponente!
Depois desta descoberta, temos voltado. É quase como se fosse nossa obrigação velar por ele. Percorremos todas as estradas à sua volta para o fotografar. Procuramos por gente que nos conte coisas, mas há por ali pouca gente, sabemos pouco, muito pouco e isso causa-nos alguma tristeza...
A poucos km de Coimbra. Penela. Uma localidade já por si só de uma beleza singular. Umas voltas de carro, uma placa que sinaliza um hotel. Novo. A descobrir. Duecitania. Recuperado a partir de uma antiga fábrica de papel. Mais umas voltas de carro e, por mero acaso, vemos, entre folhagem, o que parece ser uma casa grande...à medida que nos aproximamos apercebemo-nos que a casa não é só grande por ser maior que as outras, é grande no sentido da grandeza! Emociona. A casa, os anexos, as árvores, as terras...a historia...que desconhecemos mas que já apoderámos como nossa! É um apelo indescritível! Apesar do estado de degradação este lugar prende, provoca nostalgia relativamente a acontecimentos que não vivemos, tristeza por ver o abandono e saudade...saudade porque se antevê uma morte anunciada. Entramos e ficamos tocados, e chocados, por ver que o interior está ferido, não só pelo desgaste do tempo mas pelas infelizes intervenções de recuperação (!?). Este lugar sangra e, de nós, soltam-se emoções...Não é nosso, mas queremo-lo como se fora nosso. Dá-nos gana de lutar por ele...
Num curto espaço de tempo, e num espaço curto, temos um hotel novo (recuperado) e uma quinta "esquecida". Contrastes! Mas há mais. A distância curta temos uma outra obra nova. A A13, imponente!
Depois desta descoberta, temos voltado. É quase como se fosse nossa obrigação velar por ele. Percorremos todas as estradas à sua volta para o fotografar. Procuramos por gente que nos conte coisas, mas há por ali pouca gente, sabemos pouco, muito pouco e isso causa-nos alguma tristeza...
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